7 Razões para treinar com pulsómetro + Listagem dos melhores pulsómetros

Por mais estranho que possa parecer, ainda hoje encontramos desportistas que não terminam de ver a utilidade e importância de utilizar um pulsómetro nos seus treinos, competições e inclusive na vida diária. É claro que não é um acessório imprescindível e que pode-se viver e treinar perfeitamente sem ele, mas é uma peça que todos deveríamos incluir ou tratar de incluir no nosso kit de ferramentas, sejamos desportistas profissionais ou amadores que praticam desporto de maneira ocasional.
Seguidamente, indicamos sete razões que nos permitem dar suporte a esta afirmação tão contundente e adicionamos também no final uma listagem de sugestões com alguns dos pulsómetros que consideramos mais interessantes actualmente.
Ainda que utilizemos a palavra “pulsómetro”, na realidade estamos falando continuamente dos actuais dispositivos electrónicos desportivos que incluem, além do pulsómetro e as funcionalidades básicas de um relógio –cronometro standard, capacidades para o posicionamento (GPS, GLONASS…)– para realizar medições ou estimações de infinidade de parâmetros sobre o movimento, actividade diária… Inclusive são capacidades de comunicar-se com telefones móveis, actuar como reprodutores de música, etc.

É quase como levar um computador no pulso e, ao ritmo que evoluem, já é possível ter, por uns preços bastante controlados, pulsómetros que realizam muitas funções e muito bem, ao nível do que há apenas uns anos atrás teria parecido praticamente uma coisa do futuro.
Não vamos entrar em valorações sobre se é melhor com faixa pectoral ou sensor de pulso integrado, se é melhor activar ou desactivar uma ou outra tecnologia de posicionamento, mas simplesmente vamos dar sete conselhos que pensamos que podem ajudar na hora de tomar a decisão de adquirir (e utilizar) um pulsómetro nos vossos treinos.
Se sois dos que ainda não tendes um no vosso pulso, este artigo pode ser interessante e, se já tendes um, também porque possivelmente ireis descobrir novas utilidades nesses pequenos (ou não tão pequenos) que nos acompanham nos treinos.

1.- Dá muita informação

Longe fica a época na que estava na moda ter um relógio com cronómetro no pulso e também há muito tempo dos primeiros pulsómetros, que nos anos noventa alguns começamos a utilizar e que agora estão obsoletos em comparação com os mais básicos actuais.
Na actualidade, inclusive os pulsómetros de gamas médias são completíssimos e oferecem não só o dado do pulso, mas também permitem conhecer, com muita precisão, datos instantâneos e médios de ritmo, velocidade, metros ascensos ou descensos, altura, cadencia, consumo calórico, temperatura, oscilação vertical, etc.

Além do mais, essa informação não é dada só durante as sessões de treino ou competições, mas também durante todo o dia contando os passos dados, se ficas muito tempo parado, em outras palavras, continuamente monitoriza o pulso.
Não por ter mais informação vai ser melhor, porque o primeiro é saber interpretar essa informação. O segundo é que essa medida real ou estimada seja fiável, consistente, constante, com erro limitado, etc. Não é preciso pensar no pulsómetro que dê um milhar de dados, mas no que entregue os dados necessários para que possamos processar a informação.

2.- Geralmente é informação (bastante) objectiva e não mente

Não existem as medidas perfeitas, nem nos pulsómetros nem em nada da vida. Todas as medidas, por precisas que forem, têm uma pequena margem de erro. A clave é procurar o compromisso entre a capacidade para medir, a precisão que pode alcançar e a utilidade que possa ter o procurar uma maior ou menor precisão.
Os pulsómetros actuais alcançam precisões muito boas na maioria das medidas que realizam, pelo menos nas principais. Porém, como é lógico, não podem comparar-se com, por exemplo, o equipamento médico na hora de indicar o pulso. Mas, realmente é crítico saber se o pulso indicado é 100% exacto ou se está duas ou três pulsações por acima ou abaixo?
Podemos assegurar que é indiferente e há tantíssimas variáveis que podem afectar ao pulso que, ainda tendo uma medição totalmente exacta, continuaremos tendo incerteza na hora de utilizá-lo porque, com quê estamos comparando: com limites que determinamos meses atrás? Temos pensado em que tal vez esse dia estejamos mais cansados e pouco importa tentar correr com o mesmo pulso que no dia que estamos mais descansados?
Da mesma maneira podemos pensar das outras medidas como o GPS porque, realmente é relevante saber se estamos correndo a 3’59’/km ou a 4’01’’/km, se indica que temos corrido cinquenta metros mais ou menos na nossa média maratona?
Além disso, inclusive com medições totalmente exactas, temos que chegar a um compromisso com a tecnologia e se, por exemplo, queremos que o pulsómetro indique o pulso ou ritmo instantâneo de verdade, os números movem-se tanto e tão rápido que ficaremos loucos vendo como acontece nas acelerações.
Portanto, dentro dos limites e com dispositivos medianamente decentes, a informação que recebemos será, na maioria dos casos fiável, objectiva e, sobretudo, não irá mentir. Sim, ainda que estejas bufando e agonizante, não irá hesitar em dizer na tua cara o ritmo, ou tal vez alguma coisa como, “estás correndo tão lento que tens caracóis subindo pelas pernas”.

3.- Ajuda-te a conhecer-te melhor

Sou acérrimo defensor da frase “treina com pulsómetros para competir com ele”, ou seja, presta atenção no que te indicam os dispositivos utilizados e às sensações que tens em cada momento para que cada vez possas conhecer-te melhor e dependas menos deles.
As medições mais exactas são as do próprio corpo, mas também podem-se ver condicionadas pela parte subjectiva, assim que o ideal é conseguir juntar o melhor do objectivo e o subjectivo. Tendo como base o que indica um pulsómetro, adaptar cada instante concreto em função das nossas sensações.
Calor, descanso, nervos, hidratação… Tudo isto pode fazer que, ainda que estejamos na gama de pulsações estejamos fora dos nossos limites podemos ir com pulso baixo, mas porque estamos esgotados.
Aprende a conhecer-te melhor e treinarás e competirás melhor e, é mais, cada vez aproveitarás melhor a tecnologia.

4.- Serve de autocontrole e de motivação

É igual de ruim ser um “cavalo louco” como um “preguiçoso completo”, e nos dois casos o pulsómetro pode servir para, no primeiro caso controlar-nos e, no segundo, animar-nos.
Para os que estamos inclinados a deixar-nos levar pela emoção e os desafios, um aviso para não exagerar nos ritmos e nas pulsações é conveniente, assim podemos saber que não devemos ultrapassar nossos limites.
Para os que não estão acostumados a ir ao limite, o fato de saber que têm que cumprir o treino registado no pulsómetro pode ser praticamente como ter um treinador no lado e graças a isto cumprem com o planificado.

5.- Podem servir de guia: não só durante o treino mas na rota escolhida

Em um pulsómetro podes definir treinos com os que podes ser guiado, como se fosse um treinador: quanto tens de aquecimento, quantos blocos de séries e com quanto descanso, se é o momento de mudar o ritmo… Mas também pode servir para ter a rota registada e ver por onde temos que ir ou se estamos arredando.
Para as pessoas que correm no asfalto, isto último pode parece desnecessário, mas asseguramos que no trail running pode salvar-nos de estar perdidos mais de uma vez.
É mais, seja para quem for, no caso das competições, poderás saber quanto falta para a meta, como é o perfil do que já está percorrido e o que falta, pode ser de muita utilidade.

6.- Regista automaticamente o que fazes

Acabou-se ter que lembrar quanto realizaste em cada série, como estavas sentido. Também não é necessário que ao chegar em casa anotes correndo no caderno, que somes para ver o volume semanal ou mensal. Tudo isto o faz o pulsómetro por ti!
Realmente, algum dos aplicativos nos que podem carregar-se os dados registados e que oferecem infinidade de gráficas, tabelas, sugestões e conselhos.
É impressionante como evoluíram este tipo de plataformas e o acompanhamento que pode-se realizar com elas. Simplesmente sincronizando teu pulsómetro. O salto qualitativo que deram os treinos desde que pode-se utilizar este tipo de controle é muito grande.

7.- Melhora da técnica

Este último conselho adicionamos como forma de “uso avançado”, e para que vejais que o tema dos pulsómetros pode ser muito mais do que possa parecer no começo e que podem servir para muito mais que medir o pulso.
Recentemente, os relógios desportivos incorporam sensores que permitem medir o movimento mediante osciloscópios, barómetros, etc. Graças a isto, podem fornecer informação de comprimento de passada, oscilação vertical, número de passos por minuto, parâmetros básicos na hora de analisar a técnica de corrida.
Claramente, não é tão exacto como se entras em um laboratório para realizar uma prova que mede o consumo de gases, ou correr em uma esteira ergométrica com plataforma de pressões e, além disso, podemos assegurar que alguns dos pulsómetros actuais já são capazes de realizar medições de alguns dos parâmetros da técnica de corrida com muita exactidão.

Os melhores pulsómetros do momento

Esperamos, depois destes sete pontos, ter convencido que é boa ideia ter um pulsómetro. Para terminar de dar o passo e conseguir um, ou para adquirir um novo no caso de que preciseis, indicamos seguidamente os que, a nosso ver, valem mais a pena neste momento em função do vosso perfil de uso.

Pulsómetros com melhor relação qualidade/preço

Para a maioria de nós, penso que é mais que suficiente com um pulsómetro de gama média, pois oferecem possibilidades que faz apenas uns anos não tinham nem os de gamas altas, e com uns preços bastante controlados. Dentro deste grupo, há três firmes contendentes e, em função de como irão ser utilizados, funcionará melhor um ou outro.
Se sois dos que correm muito na montanha, possivelmente colocaria em primeiro lugar o Suunto Spartan Trainer Wrist HR, um dos mais equilibrados dentro da família Spartan de Suunto. Pequeno, ligeiro, prático, preço controlado e prestações de uma gama média-alta.

Se ides muito ao ginásio, valorais a pessoalização das funções e treinos, compartir treinos e dais muita importância à exactidão do pulso, o Polar M430 é vosso pulsómetro.

E se gostais de Garmin e quereis poder fazer quase tudo desde o relógio, além de ter também um pulsómetro que realiza todas as funções bastante bem, o Garmin Forerunner 235 não decepcionará.

Agrego como quarto o TomTom Adventurer, apesar de que TomTom deixou de fabricar dispositivos desportivos, pode ser o momento de ter um relógio com a capacidade de medir muitas coisas e muito bem por um preço muito baixo. Se também gostais da facilidade no uso, é vosso relógio, sem dúvida.

Pulsómetros para Geeks dos dados

Se sois uns obcecados dos dados, utilizais mil dispositivos, analisais até o último detalhe, então tender que conseguir um Garmin Forerunnerin 935 ou, se quereis uma coisa com um pouco mais de desenho, um Garmin Fenix 5, em alguma das suas versões.

Pulsómetros para os que fazem muito trail running

Ainda que tenha passado por momentos complicados e tenha custado se recuperar, o Suunto Spartan Ultra e o Suunto Spartan Sport Wrist HR Baro são duas opções para ter em conta porque a precisão que têm e sua pantalha os faz maravilhosos, boníssimos companheiros de aventuras.

Pulsómetros para iniciar-se

Se estais começando ou se simplesmente quereis que o pulsómetro seja companheiro e seja de ajuda sem gastar dinheiro de mais, experimentai com um Polar M2000, que funciona muito bem em quase tudo (menos em GPS). Ou, ainda mais, um  TomTom Runner 3, uma das melhores compras que podeis realizar.